Skip to content

Fase 2 — Especificação da Avaliação (Modelo GQM aplicado ao SouGov.br Mobile)

1. Introdução e Objetivos

Esta fase tem como objetivo principal especificar a avaliação das características Adequação Funcional e Confiabilidade do aplicativo SouGov.br, conforme os critérios definidos na fase 1. A partir dessas definições iniciais, são estabelecidas as próximas etapas do processo de medição e análise de qualidade, das quais as três primeiras serão desenvolvidas nesta fase de especificação: .

  1. Definir Metas (Goals) – Estabelecer os objetivos da avaliação, alinhados às características de qualidade selecionadas.

  2. Definir Questões (Questions) – Formular perguntas baseadas nas metas da Fase 1, que direcionem a análise dos resultados.

  3. Definir Métricas (Metrics) – Identificar indicadores quantitativos e qualitativos capazes de responder às questões propostas.

  4. Coletar Dados (Mensuração – Fase 3) – Realizar a medição prática dos indicadores definidos.

  5. Analisar e Interpretar (Conclusões – Fase 4) – Interpretar os resultados obtidos e utilizá-los como base para decisões de melhoria contínua.

O foco da medição está voltado para os objetos de avaliação (módulos e serviços críticos) e para os escopos de usuários definidos no contexto do aplicativo SouGov.br (versão mobile).

Versão SouGov Mobile Versão 5.573 — Versão mobile utilizada ao longo desta avaliação.

2. Metodologia - Modelo Goal Question Metric (GQM)

O modelo Goal Question Metric (GQM) define que cada meta de avaliação (Goal) deve ser desdobrada em questões (Questions) que reflitam aspectos observáveis do sistema, e em métricas (Metrics) que respondam a essas questões de forma objetiva. A aplicação do GQM assegura que cada métrica esteja diretamente relacionada a um objetivo de negócio, evitando medições sem valor prático.

SouGov.br
Imagem 1: Modelo Goal Question Metric (GQM)

Estrutura Analítica (modelo base)

Elemento Definição no GQM Objeto
Objeto O que será analisado SouGov Mobile
Propósito Por que será analisado Avaliação e Diagnóstico de Satisfação
Qualidade do foco Característica de interesse Adequação Funcional e Confiabilidade (ISO 25010)
Ponto de vista Quem vai utilizar os dados? O Avaliador (Utilizando a Ferramenta de Análise PLN - Processamento de Linguagem Natural)
Contexto Disciplina de Qualidade de Software 1 (FCTE - UnB) Dados observacionais dos usuários em dispositivos móveis.

3. Abordagem GQM: Definição de Metas, Questões e Métricas

As métricas são categorizadas por característica de qualidade e subcaracterística, conforme o Modelo de Qualidade ISO/IEC 25010 da Fase 1.

3.1. Definição das Metas (Goals) do Projeto (Fase GQM - G)

Na metodologia GQM, o passo inicial (Fase 1) é a definição de Metas, o "G" de Goal. Embora a documentação da Fase 1 já tenha estabelecido o propósito e o escopo, formalizar as metas no formato GQM completo é crucial antes de mergulhar nas métricas.

As metas (Goals) são formalizadas a partir do propósito da avaliação estabelecido na Fase 1, usando a estrutura do GQM: Propósito - Objeto - Qualidade do Foco - Ponto de Vista - Ambiente.

Objeto (O que será analisado?) Propósito (Por que o objeto será analisado?) Qualidade do Foco (Propriedade do objeto) Ponto de Vista (Quem vai utilizar os dados?) Ambiente (Contexto da análise)
Aplicativo móvel SouGov.br Avaliar a adequação funcional do sistema Completude, correção e adequação à tarefa Gestores de produto, analistas de QA(Quality Assurance) e usuários finais Operação pública em dispositivos móveis, dados observáveis via monitoramento funcional
Aplicativo móvel SouGov.br e seus serviços de backend Monitorar e prever falhas de estabilidade e disponibilidade Maturidade, disponibilidade, recuperabilidade Servidores Públicos, pensionistas, usuários finais Execução real do aplicativo em dispositivos móveis com dependência de APIs(Application Programming Interfaces) públicas

Metas (Goals) Formalizadas

A partir do quadro GQM, podemos declarar as metas formais:

GOAL 1: Medir o nível de Adequação Funcional do aplicativo SouGov.br para identificar lacunas de completude, correção e adequação à tarefa nos módulos críticos (ex: Prova de Vida, Contracheque), do ponto de vista dos usuários finais, no contexto de operação em dispositivos móveis, com o objetivo de priorizar a correção de defeitos e o desenvolvimento de funcionalidades ausentes.

GOAL 2: Controlar, monitorar e prever falhas de estabilidade e disponibilidade do Aplicativo móvel SouGov.br e seus serviços de backend, com foco na maturidade, disponibilidade, recuperabilidade, no ponto de vista dos usuários, no contexto da execução real do aplicativo em dispositivos móveis com dependência de APIs públicas.

3.2. Definição das Questões e Métricas (Abordagem GQM - Q e M)

Abaixo estão as Questões (Q) e as Métricas (M) detalhadas, alinhadas com as características de qualidade definidas na Fase 1 e nas Metas (G) estabelecidas.

3.2.1. Adequação Funcional

Característica Subcaracterística Questão (Q) Métrica (M) Fonte de Dados / Método de Coleta (Alinhado à Fase 3) Critério de Julgamento (Nível)
Adequação Funcional Completude Funcional Q1: Os módulos críticos atendem a todas as funções esperadas? M1: Frequência de Lacunas Funcionais (FLF) (N de N-grams de Ausência / N de reviews Negativos) em % Comentários nas App Stores. Método: Análise de N-grams (termos como "falta", "não tem", "deveria ter"). Excelente: ≤ 5% / Bom: 6-15% / Regular: 16-25% / Insuficiente: > 25%
Adequação Funcional Correção Funcional Q2: Os resultados produzidos pelos serviços críticos (cálculo, regras de negócio) estão corretos? M2: Proporção de Relatos de Incorreção (PRI) (N de relatos de cálculo incorreto / N de reviews Negativos) em % Comentários nas App Stores. Método: Mapeamento de Qualidade em termos de "Cálculo", "Incorreto", "Regra de Negócio". Excelente: PRI ≤ 5% / Bom: 6-15% / Regular: 16-25% / Insuficiente: > 25%
Adequação Funcional Adequação à Tarefa Q3: As funções críticas permitem que os usuários concluam tarefas de forma eficiente, sem falhas de usabilidade? M3: Índice de Fricção na Tarefa Crítica (IFTC) (N de N-grams de Fricção / N de reviews Neutros/Negativos) em % Comentários nas App Stores. Método: Análise de N-grams de Fricção (e.g., "não consigo finalizar", "caminho confuso"). Excelente: ≤ 10% / Bom: 11-30% / Regular: 31-50% / Insuficiente: > 50%

3.2.2. Diagrama GQM - Adequação Funcional

Diagrama Aqueção Funcional

3.2.3. Confiabilidade

Característica Subcaracterística Questão (Q) Métrica (M) Fonte de Dados / Método de Coleta (Alinhado à Fase 3) Critério de Julgamento (Nível)
Confiabilidade Maturidade e Disponibilidade Q4: Qual a estabilidade e o tempo de operação do sistema (uptime) para os serviços críticos, especialmente em integração? M4: Frequência de Instabilidade Operacional (FIO) (N de relatos de falha/travamento / N de reviews totais) em % Comentários nas App Stores. Método: Mapeamento de Qualidade em "Travamentos", "Lentidão", "Instabilidade" (PLN). Excelente: ≤ 2% / Bom: 3-5% / Regular: 6-10% / Insuficiente: > 10%
Confiabilidade Tolerância a Falhas e Recuperabilidade Q5:Em caso de falha de integração, o sistema consegue se recuperar e restaurar a operação em tempo hábil? M5: Índice de Recuperação Observável (IRO) (N de correções/versão / N de relatos críticos) Comentários de Usuários (App Stores) e Notas de Atualização. Método: Correlação (N-grams de falha desaparecem após nova versão). Excelente: 90-100% / Bom: 70-89% / Regular: 50-69% / Insuficiente: ≤ 50%
Confiabilidade Frequência de Falhas Q6:Qual a frequência de falhas operacionais que impactam diretamente o usuário final (crash do app, erro de servidor)? M6: Densidade de Relatos de Bugs Críticos (DRBC) (N de relatos Bug/Erro / N de reviews totais) em %) Comentários nas App Stores. Método: Mapeamento de Qualidade em "Bugs/Erros" (PLN). Excelente: DRBC ≤ 2% / Bom: 3-5% / Regular: 6-10% / Insuficiente: DRBC > 10%

3.2.4. Diagrama GQM - Confiabilidade

Diagrama Confiabilidade

3.3 Análise e Interpretação dos Resultados

Após a coleta de dados, a análise se concentrará em correlacionar os resultados das métricas com as questões definidas.

3.3.1. Passos da Análise

Visualização: Criação de gráficos e dashboards (painéis de controle) (e.g., Taxa de Inconformidade Funcional por Objeto, MTBF - Tempo Médio Entre Falhas por Mês).

Comparação:

  • Baseline: Comparar os resultados das métricas com os objetivos de qualidade preestabelecidos (Critérios de Julgamento).

  • Tendência: Analisar a evolução dos resultados ao longo do tempo (últimos 6 meses) para identificar tendências de melhoria ou degradação.

Identificação de Causas Raiz (PLN e Correlação) Para métricas que não atingirem as metas:

  • Utilizar os N-Grams mais frequentes em reviews negativos para validar e localizar a causa raiz da falha na aplicação.

  • Cruzar a baixa IFTC (M3) com a alta DRBC (M6) para entender o impacto no usuário.

Conclusão da Fase: Gerar um relatório consolidado com a performance do SouGov.br em relação à Adequação Funcional e Confiabilidade.

Tabela de Contribuição - Grupo Frans Bilas

Tabela 4: Contribuições dos Membros do Grupo
Matrícula Nome do aluno Atividade Realizada % de Contribuição
200060783 Ana Beatriz W. Massuh Pesquisa e documentação 20%
190085584 Carlos Eduardo Mendes Pesquisa 20%
231034707 Giovana Ferreira Santos Pesquisa e documentação 20%
231026840 Laryssa Felix Pesquisa e documentação 20%
202070064 Matheus do Vale Pesquisa 20%

Histórico de versão

Tabela 5: Tabela de Versionamento
Versão Data Descrição Autor(a)
1.0 12/10/2025 Versão inicial da fase 2 Ana Beatriz Massuh
2.0 12/10/2025 Complementar fase 2 Laryssa Felix
3.0 24/10/2025 Revisão e Alteração após PC2 Giovana Ferreira
4.0 24/10/2025 Hipóteses Níveis de pontuação Laryssa Felix
5.0 19/11/2025 Adequação as outras fases Ana Beatriz Massuh
6.0 24/11/2025 Readequação as outras fases Ana Beatriz Massuh